Relacionamentos · Dependência emocional · Autoconhecimento

Nem tudo o que você sente deve decidir por você.

Para entender nossos relacionamentos, primeiro precisamos aprender a entender nossas próprias emoções. Porque sentir muito não significa necessariamente amar bem.

Às vezes nossas emoções apontam para amor, desejo e encontro. Outras vezes falam de medo, falta, rejeição, abandono e histórias que começaram muito antes daquela pessoa chegar.

Adelson Sousa · Psicólogo · CRP 03/8956 · 14 anos de atuação
Quero entender meus padrões
Adelson Sousa psicólogo especialista em relacionamentos em Salvador
Antes de continuar

Quer responder algumas perguntas comigo e entender melhor seus padrões afetivos?

Escolha o assunto que mais mexe com você agora. Cada experiência leva poucos minutos. Não existe nota e não existe resposta certa. Eu quero apenas ajudar você a olhar para coisas que, quando estamos emocionalmente envolvidos, podem ficar difíceis de enxergar.

01

Você está desaparecendo dentro da relação?

Olhe para dependência emocional, limites e o espaço que você ainda ocupa na própria vida.

02

Por que você permanece onde também sofre?

Olhe para intensidade, instabilidade e relações que machucam sem simplificar sua história.

03

Você escolhe alguém ou precisa não ficar só?

Uma reflexão sobre solidão, medo de perder e aquilo que você aceita para evitar uma ausência.

04

O que acontece quando alguém se aproxima ou se afasta?

Observe como você reage à proximidade, à insegurança e à possibilidade de perder alguém.

05

Por que a história parece se repetir?

Pessoas diferentes, histórias diferentes e, às vezes, dores estranhamente parecidas.

Estas experiências são educativas e reflexivas. Elas não constituem teste psicológico, diagnóstico de dependência emocional ou classificação clínica de estilo de apego.

O que suas respostas podem estar mostrando

Vale olhar com mais cuidado para

Uma pergunta minha para você

Agora eu vou provocar você

Vamos encarar uma coisa. Você não tem mais 13 anos.

E precisa aprender a entender suas emoções e lidar com elas para não ficar servindo de palhaça no circo de palhaços infantis.

Pode parecer duro. Mas existe uma diferença enorme entre respeitar aquilo que você sente e permitir que qualquer emoção assuma o comando da sua vida.

Você pode sentir saudade de quem lhe faz mal. Pode desejar alguém que já mostrou inúmeras vezes que não consegue lhe oferecer a relação que você procura. Pode ter medo de ficar sozinha. Pode querer mandar mensagem. Pode ter vontade de voltar. Pode sentir ciúme. Pode desejar desesperadamente ser escolhida.

Sentir tudo isso não obriga você a obedecer a tudo isso.

Maturidade emocional não é deixar de sentir. Também não é virar uma pessoa fria. É conseguir acolher o que acontece dentro de você, entender de onde aquilo vem e decidir o que fazer sem colocar uma parte assustada da sua história para dirigir sua vida adulta.

Porque, se você não entende seus próprios ciclos, muda o nome, muda o rosto, muda o relacionamento e daqui a algum tempo está vivendo uma história parecida outra vez.

É aqui que entra a psicoterapia

Psicoterapia também é para quebrar ciclos.

Não basta alguém dizer para você que determinada relação não faz bem. Provavelmente uma parte sua já sabe disso.

A pergunta mais interessante costuma ser outra: se você sabe, por que continua tão difícil fazer diferente?

É aí que começamos a olhar para medo de abandono, necessidade de aprovação, autoestima, formas aprendidas de buscar afeto, dificuldade de sustentar limites, idealizações e padrões que podem estar sendo repetidos sem que você perceba.

A terapia não apaga emoções. Ela pode ajudar você a deixar de ser comandada por aquilo que ainda não consegue compreender.

O objetivo não é ensinar você a não amar. É ajudar você a não precisar se abandonar para conseguir amar alguém.

Adelson Sousa psicólogo em consultório em Salvador
Adelson Sousa psicólogo CentralPsi Salvador
Entender antes de obedecer

Você pode desejar profundamente uma coisa que não lhe faz bem.

Nós gostamos de imaginar nossos sentimentos como uma bússola que sempre aponta para o lugar certo.

Não funciona exatamente assim.

Emoções são importantes. Precisam ser ouvidas, acolhidas e compreendidas. Mas elas também carregam nossa história. Medos antigos, experiências de rejeição, necessidade de aprovação, formas que aprendemos de conseguir afeto e maneiras de tentar impedir o abandono.

Às vezes sua emoção está falando daquela pessoa. Em outras, aquela pessoa apenas encostou numa ferida que já estava ali.

Entender o que você sente não significa obedecer automaticamente ao que sente.

Paixão, amor e prisão

Paixão pode evoluir para amor. Mas também pode virar prisão, dor e repetição de feridas.

Paixão pode ser encontro, encantamento, desejo e descoberta. Pode amadurecer e participar da construção de um amor profundo.

Mas intensidade sozinha não é prova de que uma relação é boa.

Podemos confundir ansiedade com saudade, instabilidade com intensidade, medo de perder com amor e uma reconciliação explosiva com prova de que existe algo “forte demais” entre duas pessoas.

Quando alguém toca exatamente nas nossas faltas, a experiência pode ser poderosíssima.

E justamente por ser poderosa, não significa necessariamente que seja saudável.

Às vezes você não está apenas tentando manter uma pessoa. Está tentando impedir que uma ferida antiga volte a doer.

Uma maneira de pensar sua história

Ao longo da vida, construímos diferentes experiências de família.

Nenhuma delas explica sozinha quem você será. Mas todas podem participar da maneira como você aprende a pertencer, confiar, colocar limites e receber amor.

01

A família em que você nasceu

Você não escolheu essa. Sorte de quem cresce em uma família suficientemente saudável, com afeto, segurança e espaço para desenvolver autoestima. Isso ajuda. Quando não acontece, não significa condenação. Significa que existe uma história que precisa ser compreendida para não continuar decidindo silenciosamente o presente.

02

A família que você escolhe

Amigos também podem se tornar família. Na vida adulta, relações escolhidas podem oferecer pertencimento, cuidado, acolhimento e experiências muito diferentes daquelas que conhecemos na infância.

03

A família que você constrói

Existe também a família nuclear que muitas pessoas constroem com um parceiro ou parceira. Em relações monogâmicas, normalmente estamos falando de uma pessoa ocupando um lugar enorme de intimidade, convivência e projeto de vida.

Viver continuamente um inferno justamente nesse vínculo é condenar uma parte imensa da própria vida a viver dentro dele.

Quando você tenta sair

Às vezes você sabe que não está bem. E ainda assim alguma coisa puxa você de volta.

É por isso que “é só terminar” é uma frase tão pobre. O vínculo não existe apenas no campo racional.

Tentar sair pode mobilizar medo de abandono, solidão, culpa, esperança de mudança, memórias afetivas, sexualidade, autoestima, medo de se arrepender e até a sensação de não saber quem você é sem aquela pessoa.

Você se adapta demais para não perder alguém.
Tolera repetidamente coisas que ferem seus próprios limites.
Confunde ser escolhida com ter valor.
Sofre intensamente diante de distância ou rejeição.
Sai de uma relação e precisa rapidamente de outra para não encarar o vazio.
Percebe dores muito parecidas em histórias com pessoas diferentes.
Consultório CentralPsi em Salvador
Meu papel não é decidir sua vida

Eu não trabalho para fazer você terminar. Também não trabalho para convencer você a ficar.

Sou psicólogo e trabalho com relacionamentos. Meu objetivo é ajudar você a conseguir enxergar melhor o vínculo em que está e a si mesma dentro dele.

Se existe uma relação que pode ser reconstruída e você deseja construí-la, podemos compreender o que precisa mudar.

Se existe uma relação da qual você quer sair, mas emocionalmente não consegue sustentar essa decisão, podemos compreender o que continua prendendo você.

E você nem precisa estar em um relacionamento agora. Talvez queira compreender por que se envolve tão rápido, por que sofre tanto quando alguém se afasta, por que determinadas histórias continuam se repetindo ou por que estar sem alguém parece tão difícil.

Meu trabalho não é escolher por você. É ajudar para que suas escolhas deixem de ser feitas apenas pelo medo, pela falta e por padrões que você ainda não percebe.
Adelson Sousa psicólogo CRP 03/8956
Quem estará com você

Adelson Sousa

Psicólogo · CRP 03/8956

Sou psicólogo formado pela UNIFACS e atuo clinicamente desde 2012. Relacionamentos, autoestima, dependência afetiva, dificuldades de vínculo e conflitos amorosos fazem parte importante do meu trabalho clínico.

Minha abordagem é a Gestalt-terapia. Mais do que simplesmente explicar racionalmente por que você faz determinada coisa, me interessa compreender como esse padrão acontece na sua vida, o que você sente, o que tenta evitar, o que procura naquela relação e o que pode começar a mudar quando tudo isso fica mais consciente.

Sozinhos, às vezes enxergamos muito bem o comportamento do outro e muito pouco da posição que nós mesmos ocupamos na história.

Estou aqui para ajudar você a olhar.

14 anos de atuação Gestalt-terapia Relacionamentos Dependência emocional Autoestima Salvador Online
Perguntas que chegam ao consultório

Quando amar começa a custar caro demais para você.

Como saber se tenho dependência emocional?

Não existe uma única atitude que defina dependência emocional. Alguns sinais que merecem atenção são medo intenso de perder o vínculo, dificuldade persistente de colocar limites, abandono frequente das próprias necessidades, necessidade excessiva de confirmação e dificuldade de sair de relações que produzem sofrimento recorrente. Sua história e contexto precisam ser considerados.

Por que não consigo sair de um relacionamento que me faz mal?

Saber racionalmente que uma relação causa sofrimento não elimina automaticamente o vínculo emocional. Medo de solidão, esperança de mudança, autoestima, história de vínculos, dependência prática ou financeira, culpa e experiências anteriores podem participar dessa dificuldade. Compreender o que sustenta o vínculo costuma ser mais útil do que simplesmente se acusar de fraqueza.

Por que sempre me relaciono com pessoas parecidas?

Nem toda repetição significa que buscamos conscientemente sofrimento. Expectativas sobre amor, formas aprendidas de obter afeto, limites, familiaridade e maneiras de responder à aproximação e ao afastamento podem influenciar nossas escolhas e as relações que construímos.

Medo de ficar sozinha é dependência emocional?

Não necessariamente. A solidão pode provocar desconforto sem caracterizar dependência emocional. A questão merece atenção quando o medo de ficar só passa repetidamente a determinar escolhas contrárias aos próprios limites, valores ou bem-estar.

Preciso estar em um relacionamento para trabalhar esses padrões na terapia?

Não. Padrões afetivos podem ser trabalhados estando solteira, durante um relacionamento ou depois de um término. Às vezes o período fora de uma relação permite observar com maior clareza escolhas, medos e expectativas que antes ficavam encobertos.

Uma distinção importante

Se existe violência, ameaça, coerção, perseguição ou medo pela sua segurança, isso não deve ser reduzido a dependência emocional ou a um simples problema de comunicação. Nessas situações, segurança e apoio adequado precisam ser considerados de forma específica.

Talvez seja hora de olhar para você

Você não precisa deixar de sentir. Precisa parar de entregar sua vida para tudo aquilo que sente.

Talvez exista uma relação para reconstruir. Talvez exista uma relação da qual você precise conseguir sair. Talvez não exista ninguém agora e o trabalho seja compreender por que determinadas histórias continuam se repetindo.

Você não precisa chegar à terapia sabendo a resposta. Podemos começar justamente tentando entender a pergunta.

Conversar sobre psicoterapia